29.12.07

haydn no raidinho

poxa, dá pra saber mesmo quando músicas clássicas são gravadas em ADD e não DDD. tão retrô isso.
é chegada a hora.

de limpar. preciso de panos, muitos panos. e de uma janela.

sem pessoas embaixo.

28.12.07

finalmente

CONSEGUI gravar meu primeiro cd no meu lap top novo com esse estúpido software chamado roxio depois de trinta e cinco horas. Com cantatas do meu querido Sebastião Riacho.

JAUCHZET GOTT IN ALLEN LANDEN!

Logo a primeira para nosso completo regozijo.

Pois é, amém. Iei.

25.12.07

quero solos de guitarra de steely dan e vozes bowieísticas a todo momento.

minhas papilas gustativas estão se desmembrando.

eu era devia botar meus bad sneakers e descer. mas sem a pina colada. hell, no.
o pai do preconceito é o medo; a mãe, a ignorância.



essa frase faz tanto sentido.

18.12.07

Estamos de volta!

Não, Pedro Bial, o big brother é só em janeiro...

Mas o que importa é o brocardo. Todos eles. Ano novo, vida nova!

Porque enfeite de Natal é sooo last week. Carnaval taí, gente!

Lap top novo: celebremos! Com um postinho bostinha.

Descobri essa bandinha direito agora: Stereo total. Cantar em qualquer língua é sempre um bom indício. Indícios comprovadíssimos. Harmonias bestinhas, letras mui engraçadas - can't ask for more.

E o sotaque dela falando "Fensteaaaêrrr". Próxima encarnação vou nascer francesa e aprender todas as línguas nessa (tre chic) condição. Te lo juro, mann!

19.10.07


E a Fontana di Trevi não ficou lindja em seu traje de gala? Eu gostei.


Pisco sour,
Ceviche,
Ají de gallina

E, pra finalizar,

Pie de limón (isso mesmo, a nossa torta de limão, só que chique porque é em ingrei).




Eu só preciso mesmo de uma comida boa pra ser feliz.

16.10.07

não tem um dia sequer em que eu não pense, várias vezes, em assalto.

que lugar é esse onde eu vivo, meu deus.

17.9.07

eita

café bom da píula que eu fiz agora. tou aprendendo a combinar meu brazil com o italian way. né tão fácil assim, não. a relação continente/conteúdo é uma coisa tão filosófica.

12.9.07

ah, deixa eu homenagear o meu mês, vai

Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez
Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar
Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer
Sol de primavera
lalaiálaiálaiálaiára


Tão linda a versão instrumental que ele fez pra gente no Parque.

Falar em parque, setembro é também o mês da volta ao Jaqueira fitness center, I mean it!!! This time.

1.8.07

Olá

Hoje fiquei com vontade de escrever baboseira no blogue.

Também, depois de um dia em que 4 de suas preciosas horas foram gastas em viagem de ônibus interestadual, pudera, né. A gente fica lá, olhando a paisagem, escutando o mp3 com músicas. Tem que pensar na vida mermo, que se pode fazer.

Vida louca, vida.

Hoje, particularmente, minha companheira de luta AAA recarregável foi gasta com Pino Daniele, Mina, Burt Bacharach y otras cositas más.

Galera, virei brega.


Mas esse meu brega é roooque, heim.

Esse Terra Mia é bonito deveras. A pessoa que mo mostrou, não menos bonita, tem razão, finalmente reconheço. E aí volto a falar do meu tema recorrente. É, o tal do oboé. Arrisco dizer que toda música que tem oboé é maravilhosa. Tá, ou algo muito lindo que com ele pareça, porque de fato não é sempre que dá pra identificá-lo com precisão diante da tuia de madeiras cheias de personalidades e palhetas de que dispomos.

Mas é, ainda não vi uma música que não preste. Mostrem-me. Ai, como é bom generalizar, gente. Se todos soubessem o valor das generalizações. O valor bom, o valor ruim. Toda generalização é tão geral, né. Poxa.

Vi que eu virei brega quando percebi que Napule parece com The Long And Winding Road e gostei do que percebi. A lot.

Napule me dá paúra. João Pessoa e Hellcife também.

17.7.07

coisas perenes

Terminar o banho quente com um jato de água fria é bom.


Aprendi na Capricho. Há 10 anos.

Direto do túnelll do tempo, já dizia Ciça. Ou Cissa.

3.7.07

Ai meu deuso, quantos ESTRESSE. Por que eu tenho que deixar tudo pra última hora, heim, alguém pode me informar por obséquio. Só não como o último chocolate maravilha que sobrou, esse dessa marca vermelhinha aí retroapresentada, porque, sabe como é, é o último e eu sou uma menina parcimoniosa.

Menos no que diz respeito aos meus ESTRESSE.

djiliça


23.6.07

Não gosto de feriados

Não gosto de feriados. Essa obrigação de se divertir ao extremo, de fazer tudo o que não se faz nos (tantos!) dias de que dispomos ordinariamente, é algo meio fake pra mim.

Os solteiros vão pras baladas da estação; todas, se possível. Os casais vão fazer programas caretas com outros casais. Já quem não quer sair, fica em seu recinto, desde que ele se chame hotel. Pois eis a lição número um do feriado: todos os programas devem estar sitos bem longe de casa. Da casa nossa de cada dia não queremos nem ouvir falar, já que “se não se viaja, não é feriado”.

Não precisa nem ser um final de semana prolongado. Em caindo o dia comemorativo num sábado ou domingo, alguém poderia pensar tratar-se de um evento dotado da mais completa inutilidade, irremediável e infeliz. Mas não, o tão grandiloqüente dia nunca se deixa abater, pois sua hiper-ultra-condição-de-Feriado já guarnece o fim de semana de toda uma magia especial, jamais vista em qualquer dia do ano. Vejam bem, meus caros, não se trata de um fim de semana, assim, borocoxô: estamos falando de um Senhor Feriado. Com Feriado não se brinca.

Quando o Senhor Feriado inventa de cair no dia de feira, aí é que é esculhambação geral. Segunda lição do feriado: “se não imprensar, não é feriado”, que adquire coercitividade plena no meu Brazil.

E aí inventam de fazer esses feriados temáticos. Que são os que fazem mais sucesso entre a rapaziada, diga-se de passagem. Carnaval, semana santa, são joão, natal, essas coisas. Cada um com sua devida roupinha, sua musiquinha, sua comidinha. Convenhamos: que chatice.

Proponho uma revolução. Chega de mesmice. A partir de agora, nada de feriados, ao menos não do modo convencional. Nada de finaizinhos de semana prolongadinhos e chatinhos iguaizinhos para todo o mundinho. Nada de obrigação de se divertir, já temos muitas. Agora cada um que se vire. Proponho uma cota de feriados por pessoa, a ser usada como e quando bem se entenda. Você, por exemplo, pode preferir a segunda-feira (que clichê, mas entendo, é difícil se desvencilhar); resolvido: terá uma segunda-feira a cada três meses para fazer o que quiser. Já outra pessoa, por um motivo qualquer, pode preferir a quinta; essa logística é problema de quem irá pô-la em prática. Só sei que assim pelo menos cada um vai poder fazer o que quer, na hora em que quer, sem precisar ficar olhando pras malditas bandeirinhas coloridas, balõezinhos, pinheirinhos e luzes piscando pela cidade. E o melhor de tudo: sem precisar desejar “feliz nada” pra ninguém.

Quem tiver achando ruim, que tire férias logo de uma vez. Seja homem.

16.6.07

seguintche

tou indo dormir agora, às 5:56 a. m. Eu disse a. m. A. m.

A. m.

Oquei?

É porque faz tempo, sabe? É difícil acreditar. Eu mesma. É difícil.

Foi mal a matutice. Foi pra entrar no clima de São João, dêem um desconto, certo? Hail the matutice. Matutice rulez, e tal, nesse sentido, saca?

Beijos. De boa noite. Bom dia, aliás. Bye. Byeeeeeeeeee. Ruuuuuuuuuuuum. Meu calhambeque, bi bííí!

14.6.07

TANTA coisa pra falar.

mas tou com a maior preguiça. e cansaço. e dor de pescoço e coluna. e até amanhã.

3.6.07

And I don't believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that's true
But if I did I would summon them together
And ask them to watch over you
To each burn a candle for you
To make bright and clear your path
And to walk, like Christ, in grace and love


And guide you into my arms
Into my arms, O Lord

Que música mais bonita. Desenterrei esse disco hoje. Percebi que há outro motivo pra me fazer desejar ser homem às vezes nessa vida de cão: quero um vozeirão pra mim. Vozeirão clave de fá.

E sabe que acho que essa foi a primeira música dele que ouvi na vida. Não gostei muito de primeira. Acontece.

2.6.07

tou inspirada

Faz tempo que não escrevo um texto de mais de 3 linhas aqui, né? Vamo lá animar um pouco essa piula então.

Quero contar sobre a minha experiência vivida na noite de ontem. Advinha onde eu fui parar: no DOWNTOWN PUB. Nem eu acreditei que tava indo. Mas meu amigo León de Tarapacá que me acompanhou no jantar um pouco antes teve a proeza de me tornar uma pessoa altamente sociável e animada PRAS BALADA noite adentro. E, claro, a falta de outras opções ajudou também. Ô cidadezinha dos inferno. Chovendo, então, nem se fala. Então temos mais é que arregaçar as calças e enfiar o pé na lama mermo, simbora.

Downtown, u-hú. Descemos do carro, o flanela pé no saco nos recepciona como de praxe. Andamos por aquelas ruas uó do Hellcife véio caindo aos pedaços, com suas mesas às quais se sentam uns gatos pingados, por cujos olhares a gente sente que não tá sozinho nessa vida: também eles tão precisando de uma cidadezinha mais acolhedora, com mais opções para seus tão variados gostos. Bichinhos.

Mais aí chegamos no Downtown. QUINZE royales para adentrar o recinto. Quase dou meia volta, mas, bem, voltar pra onde mesmo?

Bom, lá dentro, todo mundo sabe, o de sempre: boate, meninas com o mesmo cabelo longo de chapinha, bandinhas de pagode pop (porque roquenrôl aquilo ali num é mermo). Quem falava isso de pagode pop era até uma amiga minha, é realmente uma boa definição, ampla, sonora (os dois pês combinam, fica bonitinho), enfim: uma definição bem generalizadora, do jeito que eu gosto (verallgemeinern sempre, né, amigos, é sempre bom lembrar).

Mas o que eu queria falar mesmo era dos homens. Minha gente. Onde eles tão cortando esse cabelo???? Meu deus, a quantidade de homens que pararam nos anos 1994 é grande. Olha, conselho de amiga, ou vocês deixam o cabelo crescer mermo, botem de lado e assumam esse lado emo, que tá super in (fazer o quê...), ou passem uma maquinazinha, super prática! É tão mais elegante. Porque assim fica esse negócio meio intermediário, que não sabe pra onde vai, esse cabelo indeciso, sabe? The o.

E essa dança, eles aprenderam com quem? Segurando a long neck, curtchindo o som, atrás das gatchenhas... Ah, é complexa a dança, não consigo explicar não. Mas é meio feiosa, sabe? Se bem que com as músicas que tocam fica um pouco difícil fazer uma dança bonita... a dança vou perdoar então.

Não sou preconceituosa, não, pô. É porque tá tudo tão pasteurizado, poxa. Poxaaaaaaa. Os cabelos. A long neck! Onde vamos parar! Ah, deixa eu fazer uma filosofiazinha barata, vaiiiiiiiiiiii! É tão bom. Só hoje. Brigada. Então. Que falta de absurdo esse mundo onde vivemos! Pronto, terminei de filosofar.

Por um mundo melhor.

Beijo.

28.5.07

não

eu não acredito que acabei de perder o tombo (de bunda no chão) da candidata dos EUA ao Miss Universe, ao desfilar seu vestido de gala.

14.5.07

hoje

recebi um e-mail engraçado. Ei-lo.

VERBOS NOVOS E HORRÍVEIS
Ricardo Freire

Não, por favor, nem tente me disponibilizar alguma coisa, que eu não quero. Não aceito nada que pessoas, empresas ou organizações me disponibilizem. É uma questão de princípios. Se você me oferecer, me der, me vender, me emprestar, talvez eu venha a topar. Até mesmo se você tornar disponível, quem sabe, eu aceite. Mas, se você insistir em disponibilizar, nada feito.

Caso você esteja contando comigo para operacionalizar algo, vou dizendo desde já: pode ir tirando seu cavalinho da chuva. Eu não operacionalizo nada para ninguém e nem compactuo com quem operacionalize. Se você quiser, eu monto, eu realizo, eu aplico, eu ponho em operação. Se você pedir com jeitinho, eu até implemento, mas operacionalizar, jamais. O quê? Você quer que eu agilize isso para você? Lamento, mas eu não sei agilizar nada. Nunca agilizei. Está lá no meu currículo: faço tudo, menos agilizar. Precisando, eu apresso, eu priorizo, eu ponho na frente, eu dou um gás. Mas agilizar, desculpe, não posso, acho que matei essa aula.

Outro dia mesmo queriam reinicializar meu computador. Só por cima do meu cadáver virtual. Prefiro comprar um computador novo a reinicializar o antigo. Até porque eu desconfio que o problema não seja assim tão grave. Em vez de reinicializar, talvez seja o caso de simplesmente reiniciar, e pronto.

Por falar nisso, é bom que você saiba que eu parei de utilizar. Assim, sem mais nem menos. Eu sei, é uma atitude um tanto radical da minha parte, mas eu não utilizo mais nada. Tenho consciência de que a cada dia que passa mais e mais pessoas estão utilizando, mas eu parei. Não utilizo mais. Agora só uso. E recomendo. Se você soubesse como é mais elegante, também deixaria de utilizar e passaria a usar.

Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em "ilizar". Se nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos do que os terminados simplesmente em "ar". Todos os dias, os maus tradutores de livros de marketing e administração disponibilizam mais e mais termos infelizes, que imediatamente são operacionalizados pela mídia, reinicializando palavras que já existiam e eram perfeitamente claras e eufônicas. A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currículo de ótimos serviços prestados, estão a ponto de cair em desgraça entre pessoas de ouvidos sensíveis.

Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como vai admitir, digamos, "viabilizar"?

É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que "desincompatibilizar" sempre foi um palavrão.

Precisamos reparabilizar nessas palavras que o pessoal inventabiliza só para complicabilizar. Caso contrário, daqui a pouco nossos filhos vão pensabilizar que o certo é ficar se expressabilizando dessa maneira. Já posso até ouvir as reclamações: "Você não vai me impedibilizar de falabilizar do jeito que eu bem quilibiliser".

7.5.07

have a nice day

like mine.

Tá chovendo, mas the light of day tá aí. Shining through my window pane.

Tou brega, mas tou feliz.

23.4.07

When there's no more lies to hide behind
And no more tears to cry
I know we'll be alright
'Cause even though the skies above are cold and grey
I'm sure tomorrow we will see the light of day

The light of day shining through our window pane

E agora o oboé.

Pode até não ser oboé mesmo, fico na dúvida, mas é da família. Só podia ser, claro.

Mas que solo é esse, pelamãedoguarda. Lindo. Simples e certeiro. Quase morro, sempre. Morro e ressuscito, aliás.

(Divine Comedy, gente, pois é.)


The light of day
shining through my window pane.

18.4.07

não importa o que acontecer, existe uma pessoa, além de meu pai, mãe e irmã, que sempre será minha família. e hoje ele é um distinto mestre.

4.4.07

Receita para você que está bodeada, feia, no começo de uma virose, prostrada, nada passa na TV (nem na paga), a cabeça dói, o olho também,

o que não te permite ler etc. etc. etc.:

1) olhe a lua;
2) coma um chocolate (aproveite, pois talvez amanhã você esteja com seu paladar menos apurado ainda);
3) e, o mais importante, ouça música barroca - quase clássica -, de preferência com um oboé no meio, com bem muita atenção, não só ao oboé, mas a todo o resto também.

Você vai ver que o mundo não é tão ruim assim.

1.4.07

Este blog

pertence a uma pessoa descomplicada, simples, fácil de satisfazer. Linda e magra. E calma.







Ha, primeiro de abril.

27.3.07


Aldeia agora com fama mundial!


Pra uma estudante de relações internacionais, até que ela tem feito bons contatos, heim?

23.3.07

paradoxos

Há momentos em que desejo ser cristã. Ao escutar Bach, por exemplo.

Mas aí é quando mais me dou conta de que tal desejo jamais se realizará: uma música tão, mas tão bonita sobrepõe-se a qualquer destinatário; poderia ter sido feita em louvor a quem fosse, ou mesmo a ninguém. Nada importa além dela.

20.3.07

excesso de output

4. brasil pais da corrupicao,de ladroes e assasinos e um presidente estupido que se opoe a reducao da maior idade e os demenores matando mais a cada dia e denegrindo a imagem do brasil e dos brasileiros.waack descupe esta escrevendo isso aqui porque nao tem nada a ver com seu artigo mas eu nao sei como mandar essa mensagem ao presidente brasileiro
20/03/07 10:01:51

(Comentário ao último post do blog de William Waak, sobre a União Européia.)

À parte a comicidade, aproveito o ensejo: cadê o tão estimado input, ô meu Brasil brasileiro? Calem a boquinha de vez em quando.

E, não é demais repetir, ouçam, observem, leiam, pensem, processem.

19.3.07

it don't come easy

you know it don't come easy

You got to pay your dues if you want to sing the blues
And you know it don't come easy
You don't have to shout or leap about
You can even play them easy

Forget about the past
And all your sorrow
The future won't last
It will soon be your tomorrow


I don't ask for much, I only want trust
And you know it don't come easy
And this trouble vine keeps growing all the time
And you know it just ain't easy

Open up your heart
Let's come together
Use a little love
And we will make it work out better

Aê, Ringão!!! É por aí mesmo.

E ainda é fácil de tocar, uêba.

18.3.07

esses grifadores amarelos são mesmo amigos do peito: além de tudo, deixam-nos mordê-los à vontade. obrigada pelo ombro, digo, tampa, tão amiga; tou precisada.

7.3.07

Duas pessoas que amo se conheceram essa semana, do outro lado do oceano. Sempre falei muito de uma para a outra, e agora cada uma tira suas próprias conclusões. Tenho que registrar isso aqui porque acabei de receber um dos e-mails mais bonitos que já vi em minha caixa, de uma dessas pessoas, da que há mais tempo não vejo e que mais demorarei a ver também; dela, que em tão poucas palavras sabe dizer tanto. Muitas saudades de um tempo que não volta, mas certezas de que tenho uma amiga para a vida inteira. E isso é um sentimento muito, muito bom.
Hoje eu tinha que sair pra resolver umas coisinhas. Just some errands, coisas chatinhas que de vez em quando todo mundo tem que fazer. Percebi que dava pra fazer tudo a pé mesmo, então fui. Há um tempinho não fazia isso. Algumas calçadas mudaram, umas para melhor, já outras quebravam-se mais ainda pela força de novas raízes de árvores e me obrigavam a desviar. Também descobri uma nova tenda de frutas e verduras que não se vê de carro. Todo esse processo me fez muito bem, ao mesmo tempo em que me entristeceu por não vivenciá-lo mais amiúde. Pena que minha cidade esteja tão projetada para a vida sobre quatro rodas. Pena que eu também tenha me rendido. Queria poder andar a pé.

5.3.07

Esse fim de semana eu inventei de acordar com musiquinhas de Carly Simon na cabeça. O detalhe é que faz no mínimo 15 anos que não escuto Carly Simon. Não sei o que foi, mas certamente essas idas bucólicas e familísticas a Aldeia devem contribuir para afloramentos de subconscientes. Portanto assim que voltei à civilização resolvi baixar as tais músicas, já que vinil só tem na sala e de todo modo é mais prático. Geralmente não sou nostálgica com relação a música, não costumo ligar uma música a uma época específica da minha vida, principalmente se a música for muito boa e atemporal, vale por si, mas dessa vez foi meio inevitável. Assim que tocou me veio à cabeça uma época bem velha, amarelada, feliz, um pai e uma filhinha num momento careta, mas indispensável às vezes. Nada como ainda por cima relembrar os vocais bonitos de Mick Jagger no refrão de You're so Vain.
A Folha de São Paulo divulgou o blog de Leandra Leal. É até engraçadinho. Ao que parece, choveram críticas, ossos de quem ainda é capaz de despertar interesse por aqui pela net. Uma das críticas foi ao português da atriz. Sinceramente, eu, se fosse ela, também não estaria me preocupando muito com isso, não. Tentar escrever em português impecável é tarefa para nobodies como eu e você.

4.3.07

Quando der aquela vontade de começar
Lembre-se que agora
Você não pode mais chorar
As primaveras já são muitas
Ou seriam invernos?
Invernos de muita chuva e alagamento
Pés enfiados n’água
Sem conseguir sair

26.2.07

and the oscar goes to




Nicole, Reese e Cameron, as mais belas da premiação.
Porque, convenhamos, the red carpet is way better than the ceremony itself.

15.2.07

Lola

Nada como correr para espantar o mau humor. Não, sério. Eu tou convicta de que correr vai ser a solução de todos, mas todos os meus problemas.



Até com letra maiúscula eu passo a escrever, veja só.

às vezes

eu queria que a cidade toda explodisse e ficasse só a minha casa.

é, um negócio bem arca de noé mesmo. arrogante, não? é bom uma dosezinha de arrogância de vez em quando.

11.2.07

sinceramente

não existe coisa mais errada do que a performance de ney matogrosso nessa comemoração dos 100 anos do frevo. the o. mesmo.

9.2.07

aaaaaaaaaaaaaaaa mooooooooooooooorte mmmmmmmasklj fhkhshsdfjkbliublisos ososososfpfpfpf

MADRID (Reuters) - Vândalos atacaram uma estátua de dragão recoberta por mosaicos do artista espanhol Antoni Gaudí no parque Guell, em Barcelona, com uma barra de ferro, danificando a cabeça e o torso, disse a polícia local nesta quinta-feira.

Moradores disseram que um grupo de jovens vestidos como punks atacaram a estátua, que fica na entrada do parque, na noite de quinta-feira, informou a polícia.

2.2.07

E aí que eu tenho ido correr nesse parque. Tá sendo ótimo e tal, sentir o ar arbóreo, meu mp3 com musiquinhas tunz tunz, o vento beija meus cabelos, meu destino é ser star etcétera. Na maior parte do tempo fico só sentindo essa vibe, o tunz tunz, a endorfina se espalhando, o bumbum ficando durinho, tudo assim bem instantâneo, um suor que vale a pena, sabe? Um suor bonito de se ver. Ah, e hoje inclusive disseram que eu parecia mais magra, u-hú! Eu sei que deve ter sido a roupa, eu sei, deixa eu só pensar na remota possibilidade, okay? Obrigada.

Sim, mas voltando. A vibe do parque. Bom, de vez em quando é impossível não reparar em certas figurinhas que assomam à nossa frente. Porque tem muita gente sem noção no mundo, não é? Tipo hoje foi o cúmulo. Já tou até acostumada ao povo se exercitando de bolsa a tiracolo (grandes, que fazem barulhos de moedinhas e chaves a cada passada), de guarda-chuva na mão quando o céu tá nublado, correndo e tendo papos cabeça, correndo e falando da novela, correndo e falando no celular (!!) - é de fato uma coisa engraçada observá-los. Mas hoje, minha gente. Hoje o atleta, simplesmente, SE BENZEU. Quando ele passou na frente da igreja. Correndo e se benzendo.

Essa eu ainda não tinha visto.

Que fé.

Agora NÃO É POSSÍVEL QUE ELE FAÇA ISSO A CADA VOLTA.

Por favor.

22.1.07

ihhh, vai dar azar?

Porque foi numa segunda-feira e tal. Agora me dei conta.

Se bem que a lua tá crescente né, será que ajuda? Vamos lá, astros, preciso que realmente conspireis a meu favor nesse momento tão crucial para, digamos assim, dar-me as forças necessárias para cumprir com o projeto 2007 de me achar bela e fit nesse ímpio espelho do meu quarto. E em todos os outros, claro.

Pois é, hoje o projeto começou a ser executado. Finalmente. Após meses a fio de adiamento e indisciplina.

Mas agora vai. Agora só me resta uma única desculpa para não. Porque I ran out of too many já. Primeiro era a história de não ter mp3. Tudo bem, é um motivo mais do que razoável, é simplesmente impossível fazer exercício sem ouvir música. É por isso inclusive que não gosto muito de nadar. Depois, mp3 devidamente abastecido da minha coletânea Jackson, o Michael, descubro que meu tênis velho tá mesmo uó: só serve pra caminhar e olhe lá. Aí espero até a World Tennis do Tacaruna entrar em promoção e compro essa coisa que agora adorna meus pezinhos. “Esse não é tão resistente, mas dá, sim, pra uma mini-maratona!”. “Brigada, moça, é mesmo, é branquinho, mais discreto, né?”. Eu e a vendedora nos entendemos. Tudo pronto então, já tinha começado o project runway e tudo, mas aí a gente inventa de ter uma crise de hipocondria súbita, pára tudo e marca a consulta do cardiologista. Simbora usar esse seguro. Médico legal, uma raridade. Examinhos modernosos. Prolapso da válvula mitral. Quem procura, né? Ô provérbio verdadeiro. Só queria saber por que esses médicos ficam inventando esses nomes pra coisas inofensivas. Deve ser pra dar um sustinho na gente, né, ahahaha, engraçado, Doutor. Toma esse prolapso pra tu, tatu. Inofensivas my ass...

Etapas cumpridas ao longo de hm... 5, 6 meses, voltei hoje então ao programa. Falta a única desculpa. É, falta o reloginho pra medir a freqüência cardíaca. Que eu não vou morrer na praia, né, amigos? Cheguei até aqui nas frescurite, vamo até o fim. Por enquanto então, só nas caminhadas leves...

19.1.07

post sentimentalllllll

Woman, I can hardly express
My mixed emotions at my thoughtlessness
After all Im forever in your debt
And woman, I will try to express
My inner feelings and thankfulness
For showing me the meaning of success
Ooh, well, well
Doo, doo, doo, doo, doo

Woman, I know you understand
The little child inside the man
Please remember my life is in your hands
And woman, hold me close to your heart
However distant don't keep us apart
After all it is written in the stars
Ooh, well, well
Doo, doo, doo, doo, doo

Woman, please let me explain
I never meant to cause you sorrow or pain
So let me tell you again and again and again
I love you, yeah, yeah
Now and forever


Certas pessoas não deviam nos deixar nunca.

16.1.07

ainda sobre esse assunto tão proveitoso

Geeente, como é bom ter um ponto escravo de TV paga no seu quarto. Na verdade, ainda bem que eu não tinha antes. Nossos dias têm mesmo que ter 39 horas.

Mas que programinha legal, esse. Como não gostar de um programa sobre comida em que a chef / apresentadora é uma menina engraçada, animadíssima, com pinta de intelectual, chama de "beautiful" e "gorgeous" todos os ingredientes, aromas, sabores, e ainda tem um jeito todo glamouroso de chop chop chop everything. Cada faca mágica, também. Assim até eu (hehe). Esse negócio de usar processador é muito amador mesmo, como é mais estiloso usar facas, facas, facas. Mas, sério, um dente de alho nunca foi tão lindamente espragatado, gostei da técnica. E as panelas? E a cesta de bambu pra cozinhar no vapor? A cozinha toda, por deus... E tudo isso ainda vem com esse sotaque de quebra, que eu adoro, especialmente se tem algum tomato na receita.

Bom, despeço-me, pois minha vózinha está aqui hoje e acaba de pronunciar as santas palavras! Bon profit!

9.1.07

Acho comida mais bonito que flor. Flor é lindo, maravilhoso, mas é uma coisa só para enfeitar. E a comida, além de linda, alimenta, é gostosa, dá prazer não só aos olhos mas ao corpo todo. É tão bonito quando a gente vê expostos num mercado milhões de brócolis, de laranjas, maçãs, melancias, ostras. Quer um lugar mais alegre que a feira? Os vendedores fazem mil graças, oferecem os alimentos para provar, e os compradores se regalam olhando e escolhendo. Comida sempre é uma coisa alegre, que chama para a vida. Eu soube que estava saindo do luto do meu pai quando vi uma lagosta roxa. Eu disse Nossa, que coisa bonita! Passado um ano, consegui achar uma coisa bonita, e foi uma lagosta.

(Nina Horta)

Minha xará mesmo, heim. Mas ganha pra mim no sobrenome. O meu é astral, mas o dela é visceral, hahaha.

E agora temos a Folha aqui em casa. Ê!

8.1.07

heureca (ou "if travel is searching")

Havia quinze anos procurava-o no último capítulo, no meio de todos aqueles Wallies tão iguais a ele. Era disparado o capítulo mais difícil, claro. Todos eles tinham os mesmos óculos, a mesma roupa, o mesmo sorriso, a mesma magreza; tudo isso me levava a ficar horas debruçada sobre o livro. Um dia, depois de muito procurar, consegui encontrar o sapato, o sapato dele, perdido entre vários outros e outras coisas. Mas sempre faltava o pé que lhe correspondia. E o resto que acompanhava o pé.

O tempo passou, já nem lembrava de Wally tanto assim, tinha coisas mais importantes a fazer, como me desesperar com a vida. Entre um e outro desespero, defrontei-me com o livro naquele quarto da casa de campo, onde é possível parar um pouco de pensar na vida e vivê-la de fato. Nem que seja por alguns instantes. Minutos. Por incrível que pareça, foi esse o tempo necessário para eu finalmente distinguir uma meia naquele desenho emaranhado. Sim, como bom menino que é, ele usa meias: um pé listrado em vermelho e branco, entre tantos óculos, roupas, sorrisos, magrezas. A mania dele de combinar a cor das meias com a da camisa pode ter sido a razão por que não o encontrei antes. Mania que me custou distinguir um pé. Pés listrados são menos esperados que pés lisos. Mas isso não mais importa. Importa é que ele, enfim, antes sempre à espreita, agora sabia: a hora certa, sem mais nem menos, chegou.

4.1.07

hoje na cultura, diálogos alheios

- Oi, por favor, vocês têm blues? E jazz?

- Hmm, qual especificamente?

- Sei lá!

- Temos, sim, nessa estante aqui todinha e naquela outra.

(Eu acho que eu seria meio Barry nesse contexto, heim. Rob que me perdoasse.)

me identifiquei com esse kaufmann

Em 2007, além de ir à praia, jogar videogame e brincar muito, Gabriel quer mesmo continuar trabalhando na televisão, apesar de estar aberto a todas as possibilidades. Só tem algumas exigências: “Cinema, eu quero, mas com a Xuxa!”, grita ele. O futuro tampouco se restringe à carreira de ator. Depois de ver um coração de verdade na escola e perceber que era diferente dos desenhos de coração no papel, ele botou na cabeça que quer ser cientista. Não um qualquer, claro: “Quero inventar coisas, ser um cientista maluco! Eu vou fazer uma experiência que vai ter um tubo e aí eu vou beber e virar um fantasma!”, promete ele. E seus sonhos não param por aí: “Quando eu crescer, eu vou ser tudo!”, completa.


Ôôô. Até que tou gostando de crianças prodígio. Aquele menino do ano em que os pais saíram de férias é outra graça. Mais maduro e tal. Na verdade, parecia que tinha uns 40 anos lá em Serginho Groisman. Falava coisas bonitinhas de se ouvir numa noite insone. Foférrimo. Pois é, no meu coração há espaço para todos os gatchenhos, judeus, alemães e catalães.

3.1.07

Presente de Natal de uma amiga linda

Esses livrinhos com capítulos de tamanhos ideais para leituras de banheiro, elevador, trânsito (pra filas de cartão C&A, aí você leva hmm, deixe-me ver, um Conde de Monte Cristozinho, que tal?) são uma belezura. Já gostei de cara. E este, específico, faz esses momentos inúteis passarem tão rápido. Porque é isso que acontece quando nos emocionamos: você já nem sabe mais o que é o tempo. Eita, peraí, que agora abriu o sinal.



Celebração da voz humana/1

Os índios shuar, chamados de jíbaros, cortam a cabeça do vencido. Cortam e reduzem, até que caiba, encolhida, na mão do vencedor, para que o vencido não ressuscite. Mas o vencido não está totalmente vencido até que fechem a sua boca. Por isso os índios costuram seus lábios com uma fibra que não apodrece jamais.

(Eduardo Galeano)

2.1.07

música pop é tão bom porque cada um a entende a seu bel-prazer.

The trouble you had
It wasn't so bad
It's only life and what you're livin' for
Sit down right here
I'll send away your tears
Well we don't have to talk about it much more
Good things turn bad but it's over now
So don't look sad 'cause you're older now
Lots of people miss Deirdre
You're back again
You still have all your friends
And they used to ask me why'd you go away Deirdre
Oo hoo hooo
What could I say
That you ran away
Don't you think it's time that you stayed right near me
These nights, pretty nights, that were meant to be
With you and me
It's the way that we
Always had our love, Deirdre
I love your red hair
Deirdre
Do do do do do do
Dear dear dear Deirdre
I'm glad you're home again
Baby 1 2 3 and you're back with me
Tomorrow at tenI'll wake you and then
We'll take a bath and then I'll laugh again with Deirdre
You may not live with me every day
All that I care is that we find a way
To stay together with Deirdre
Dear dear dear Deirdre


Feliz ano novo pra todos nós.