23.6.07

Não gosto de feriados

Não gosto de feriados. Essa obrigação de se divertir ao extremo, de fazer tudo o que não se faz nos (tantos!) dias de que dispomos ordinariamente, é algo meio fake pra mim.

Os solteiros vão pras baladas da estação; todas, se possível. Os casais vão fazer programas caretas com outros casais. Já quem não quer sair, fica em seu recinto, desde que ele se chame hotel. Pois eis a lição número um do feriado: todos os programas devem estar sitos bem longe de casa. Da casa nossa de cada dia não queremos nem ouvir falar, já que “se não se viaja, não é feriado”.

Não precisa nem ser um final de semana prolongado. Em caindo o dia comemorativo num sábado ou domingo, alguém poderia pensar tratar-se de um evento dotado da mais completa inutilidade, irremediável e infeliz. Mas não, o tão grandiloqüente dia nunca se deixa abater, pois sua hiper-ultra-condição-de-Feriado já guarnece o fim de semana de toda uma magia especial, jamais vista em qualquer dia do ano. Vejam bem, meus caros, não se trata de um fim de semana, assim, borocoxô: estamos falando de um Senhor Feriado. Com Feriado não se brinca.

Quando o Senhor Feriado inventa de cair no dia de feira, aí é que é esculhambação geral. Segunda lição do feriado: “se não imprensar, não é feriado”, que adquire coercitividade plena no meu Brazil.

E aí inventam de fazer esses feriados temáticos. Que são os que fazem mais sucesso entre a rapaziada, diga-se de passagem. Carnaval, semana santa, são joão, natal, essas coisas. Cada um com sua devida roupinha, sua musiquinha, sua comidinha. Convenhamos: que chatice.

Proponho uma revolução. Chega de mesmice. A partir de agora, nada de feriados, ao menos não do modo convencional. Nada de finaizinhos de semana prolongadinhos e chatinhos iguaizinhos para todo o mundinho. Nada de obrigação de se divertir, já temos muitas. Agora cada um que se vire. Proponho uma cota de feriados por pessoa, a ser usada como e quando bem se entenda. Você, por exemplo, pode preferir a segunda-feira (que clichê, mas entendo, é difícil se desvencilhar); resolvido: terá uma segunda-feira a cada três meses para fazer o que quiser. Já outra pessoa, por um motivo qualquer, pode preferir a quinta; essa logística é problema de quem irá pô-la em prática. Só sei que assim pelo menos cada um vai poder fazer o que quer, na hora em que quer, sem precisar ficar olhando pras malditas bandeirinhas coloridas, balõezinhos, pinheirinhos e luzes piscando pela cidade. E o melhor de tudo: sem precisar desejar “feliz nada” pra ninguém.

Quem tiver achando ruim, que tire férias logo de uma vez. Seja homem.

16.6.07

seguintche

tou indo dormir agora, às 5:56 a. m. Eu disse a. m. A. m.

A. m.

Oquei?

É porque faz tempo, sabe? É difícil acreditar. Eu mesma. É difícil.

Foi mal a matutice. Foi pra entrar no clima de São João, dêem um desconto, certo? Hail the matutice. Matutice rulez, e tal, nesse sentido, saca?

Beijos. De boa noite. Bom dia, aliás. Bye. Byeeeeeeeeee. Ruuuuuuuuuuuum. Meu calhambeque, bi bííí!

14.6.07

TANTA coisa pra falar.

mas tou com a maior preguiça. e cansaço. e dor de pescoço e coluna. e até amanhã.

3.6.07

And I don't believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that's true
But if I did I would summon them together
And ask them to watch over you
To each burn a candle for you
To make bright and clear your path
And to walk, like Christ, in grace and love


And guide you into my arms
Into my arms, O Lord

Que música mais bonita. Desenterrei esse disco hoje. Percebi que há outro motivo pra me fazer desejar ser homem às vezes nessa vida de cão: quero um vozeirão pra mim. Vozeirão clave de fá.

E sabe que acho que essa foi a primeira música dele que ouvi na vida. Não gostei muito de primeira. Acontece.

2.6.07

tou inspirada

Faz tempo que não escrevo um texto de mais de 3 linhas aqui, né? Vamo lá animar um pouco essa piula então.

Quero contar sobre a minha experiência vivida na noite de ontem. Advinha onde eu fui parar: no DOWNTOWN PUB. Nem eu acreditei que tava indo. Mas meu amigo León de Tarapacá que me acompanhou no jantar um pouco antes teve a proeza de me tornar uma pessoa altamente sociável e animada PRAS BALADA noite adentro. E, claro, a falta de outras opções ajudou também. Ô cidadezinha dos inferno. Chovendo, então, nem se fala. Então temos mais é que arregaçar as calças e enfiar o pé na lama mermo, simbora.

Downtown, u-hú. Descemos do carro, o flanela nos recepciona como de praxe. Andamos por aquelas ruas uó do Hellcife véio caindo aos pedaços, com suas mesas às quais se sentam uns gatos pingados, por cujos olhares a gente sente que não tá sozinho nessa vida: também eles tão precisando de uma cidadezinha mais acolhedora, com mais opções para seus tão variados gostos. Bichinhos.

Mais aí chegamos no Downtown. QUINZE royales para adentrar o recinto. Quase dou meia volta, mas, bem, voltar pra onde mesmo?

Bom, lá dentro, todo mundo sabe, o de sempre: boate, meninas com o mesmo cabelo longo de chapinha, bandinhas de pagode pop (porque roquenrôl aquilo ali num é mermo). Quem falava isso de pagode pop era até uma amiga minha, é realmente uma boa definição, ampla, sonora (os dois pês combinam, fica bonitinho), enfim: uma definição bem generalizadora, do jeito que eu gosto (verallgemeinern sempre, né, amigos, é sempre bom lembrar).

Mas o que eu queria falar mesmo era dos homens. Minha gente. Onde eles tão cortando esse cabelo???? Meu deus, a quantidade de homens que pararam nos anos 1994 é grande. Olha, conselho de amiga, ou vocês deixam o cabelo crescer mermo, botem de lado e assumam esse lado emo, que tá super in (fazer o quê...), ou passem uma maquinazinha, super prática! É tão mais elegante. Porque assim fica esse negócio meio intermediário, que não sabe pra onde vai, esse cabelo indeciso, sabe? The o.

E essa dança, eles aprenderam com quem? Segurando a long neck, curtchindo o som, atrás das gatchenhas... Ah, é complexa a dança, não consigo explicar não. Mas é meio feiosa, sabe? Se bem que com as músicas que tocam fica um pouco difícil fazer uma dança bonita... a dança vou perdoar então.

Não sou preconceituosa, não, pô. É porque tá tudo tão pasteurizado, poxa. Poxaaaaaaa. Os cabelos. A long neck! Onde vamos parar! Ah, deixa eu fazer uma filosofiazinha barata, vaiiiiiiiiiiii! É tão bom. Só hoje. Brigada. Então. Que falta de absurdo esse mundo onde vivemos! Pronto, terminei de filosofar.

Por um mundo melhor.

Beijo.