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2.6.07

tou inspirada

Faz tempo que não escrevo um texto de mais de 3 linhas aqui, né? Vamo lá animar um pouco essa piula então.

Quero contar sobre a minha experiência vivida na noite de ontem. Advinha onde eu fui parar: no DOWNTOWN PUB. Nem eu acreditei que tava indo. Mas meu amigo León de Tarapacá que me acompanhou no jantar um pouco antes teve a proeza de me tornar uma pessoa altamente sociável e animada PRAS BALADA noite adentro. E, claro, a falta de outras opções ajudou também. Ô cidadezinha dos inferno. Chovendo, então, nem se fala. Então temos mais é que arregaçar as calças e enfiar o pé na lama mermo, simbora.

Downtown, u-hú. Descemos do carro, o flanela nos recepciona como de praxe. Andamos por aquelas ruas uó do Hellcife véio caindo aos pedaços, com suas mesas às quais se sentam uns gatos pingados, por cujos olhares a gente sente que não tá sozinho nessa vida: também eles tão precisando de uma cidadezinha mais acolhedora, com mais opções para seus tão variados gostos. Bichinhos.

Mais aí chegamos no Downtown. QUINZE royales para adentrar o recinto. Quase dou meia volta, mas, bem, voltar pra onde mesmo?

Bom, lá dentro, todo mundo sabe, o de sempre: boate, meninas com o mesmo cabelo longo de chapinha, bandinhas de pagode pop (porque roquenrôl aquilo ali num é mermo). Quem falava isso de pagode pop era até uma amiga minha, é realmente uma boa definição, ampla, sonora (os dois pês combinam, fica bonitinho), enfim: uma definição bem generalizadora, do jeito que eu gosto (verallgemeinern sempre, né, amigos, é sempre bom lembrar).

Mas o que eu queria falar mesmo era dos homens. Minha gente. Onde eles tão cortando esse cabelo???? Meu deus, a quantidade de homens que pararam nos anos 1994 é grande. Olha, conselho de amiga, ou vocês deixam o cabelo crescer mermo, botem de lado e assumam esse lado emo, que tá super in (fazer o quê...), ou passem uma maquinazinha, super prática! É tão mais elegante. Porque assim fica esse negócio meio intermediário, que não sabe pra onde vai, esse cabelo indeciso, sabe? The o.

E essa dança, eles aprenderam com quem? Segurando a long neck, curtchindo o som, atrás das gatchenhas... Ah, é complexa a dança, não consigo explicar não. Mas é meio feiosa, sabe? Se bem que com as músicas que tocam fica um pouco difícil fazer uma dança bonita... a dança vou perdoar então.

Não sou preconceituosa, não, pô. É porque tá tudo tão pasteurizado, poxa. Poxaaaaaaa. Os cabelos. A long neck! Onde vamos parar! Ah, deixa eu fazer uma filosofiazinha barata, vaiiiiiiiiiiii! É tão bom. Só hoje. Brigada. Então. Que falta de absurdo esse mundo onde vivemos! Pronto, terminei de filosofar.

Por um mundo melhor.

Beijo.

28.5.07

não

eu não acredito que acabei de perder o tombo (de bunda no chão) da candidata dos EUA ao Miss Universe, ao desfilar seu vestido de gala.

14.5.07

hoje

recebi um e-mail engraçado. Ei-lo.

VERBOS NOVOS E HORRÍVEIS
Ricardo Freire

Não, por favor, nem tente me disponibilizar alguma coisa, que eu não quero. Não aceito nada que pessoas, empresas ou organizações me disponibilizem. É uma questão de princípios. Se você me oferecer, me der, me vender, me emprestar, talvez eu venha a topar. Até mesmo se você tornar disponível, quem sabe, eu aceite. Mas, se você insistir em disponibilizar, nada feito.

Caso você esteja contando comigo para operacionalizar algo, vou dizendo desde já: pode ir tirando seu cavalinho da chuva. Eu não operacionalizo nada para ninguém e nem compactuo com quem operacionalize. Se você quiser, eu monto, eu realizo, eu aplico, eu ponho em operação. Se você pedir com jeitinho, eu até implemento, mas operacionalizar, jamais. O quê? Você quer que eu agilize isso para você? Lamento, mas eu não sei agilizar nada. Nunca agilizei. Está lá no meu currículo: faço tudo, menos agilizar. Precisando, eu apresso, eu priorizo, eu ponho na frente, eu dou um gás. Mas agilizar, desculpe, não posso, acho que matei essa aula.

Outro dia mesmo queriam reinicializar meu computador. Só por cima do meu cadáver virtual. Prefiro comprar um computador novo a reinicializar o antigo. Até porque eu desconfio que o problema não seja assim tão grave. Em vez de reinicializar, talvez seja o caso de simplesmente reiniciar, e pronto.

Por falar nisso, é bom que você saiba que eu parei de utilizar. Assim, sem mais nem menos. Eu sei, é uma atitude um tanto radical da minha parte, mas eu não utilizo mais nada. Tenho consciência de que a cada dia que passa mais e mais pessoas estão utilizando, mas eu parei. Não utilizo mais. Agora só uso. E recomendo. Se você soubesse como é mais elegante, também deixaria de utilizar e passaria a usar.

Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em "ilizar". Se nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos do que os terminados simplesmente em "ar". Todos os dias, os maus tradutores de livros de marketing e administração disponibilizam mais e mais termos infelizes, que imediatamente são operacionalizados pela mídia, reinicializando palavras que já existiam e eram perfeitamente claras e eufônicas. A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currículo de ótimos serviços prestados, estão a ponto de cair em desgraça entre pessoas de ouvidos sensíveis.

Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como vai admitir, digamos, "viabilizar"?

É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que "desincompatibilizar" sempre foi um palavrão.

Precisamos reparabilizar nessas palavras que o pessoal inventabiliza só para complicabilizar. Caso contrário, daqui a pouco nossos filhos vão pensabilizar que o certo é ficar se expressabilizando dessa maneira. Já posso até ouvir as reclamações: "Você não vai me impedibilizar de falabilizar do jeito que eu bem quilibiliser".

7.5.07

have a nice day

like mine.

Tá chovendo, mas the light of day tá aí. Shining through my window pane.

Tou brega, mas tou feliz.

23.4.07

When there's no more lies to hide behind
And no more tears to cry
I know we'll be alright
'Cause even though the skies above are cold and grey
I'm sure tomorrow we will see the light of day

The light of day shining through our window pane

E agora o oboé.

Pode até não ser oboé mesmo, fico na dúvida, mas é da família. Só podia ser, claro.

Mas que solo é esse, pelamãedoguarda. Lindo. Simples e certeiro. Quase morro, sempre. Morro e ressuscito, aliás.

(Divine Comedy, gente, pois é.)


The light of day
shining through my window pane.